Viajar em Myanmar: roteiro, quanto custa e dicas

Myanmar, antiga Birmânia ou Burma, é daqueles países que nos apanhou de surpresa. Chegámos cheios de truques para não cair em esquemas, cheios de defesas para não nos enganarem, mas mal sabíamos que quem estava enganado éramos nós.

Myanmar não é preto no branco, é daquelas pérolas da viagem, autêntico e acolhedor e, simultaneamente, desafiante e obscuro. Esta viagem deve ser feita com a consciência de que podemos visitar apenas parte do território de um país com uma história de autoritarismo e atrocidades ainda por resolver. Para te ajudar a preparar esta imersão cultural e entender o contexto político, escrevemos um artigo sobre a segurança de viajar no país.

A primeira grande questão que se coloca quando queremos viajar é QUANTO CUSTA? No total estivemos 27 dias no país, tendo gasto em média por dia €24 os dois. Isso mesmo, cada um de nós dispendeu uma média de €12 por dia no país. À parte disso, o visto custou USD50 cada. Neste caso, entrámos e saímos do país por terra de e para a Tailândia, portanto não recorremos a vôos.

Em seguida, descrevemos o roteiro que fizemos e deixamos-te “resmas” de insider tips. O número de dias indicado é o mínimo para fazer todas as atividades. Obviamente, podes encurtar ou estender consoante o tempo que tenhas e estilo de viagem, por ex. se apanhares vôos internos evitas as longas horas em deslocações terrestres.

O nosso roteiro passa por:
Hpa An
Yangon
Inle Lake
Bagan
Mandalay
Hsipaw

VISITAR HPA AN, 1.5 a 2 dias
Acabados de entrar em Myanmar, estávamos extasiados com este povo que nos sorria, que pedia selfies timidamente, que claramente estava curioso de nos ver a visitar o seu país e que faria tudo para tornar a nossa visita inesquecível. Esta cidadezinha foi uma maravilhosa surpresa de genuinidade e abertura.

DIA 1
Com vistas montanhosas, arrozais e templos em grutas podes:

  • ir numa tour de grupo de um dia, MKK5000=€2.9=R$12.7
  • contratar um tuk tuk particularmente, MKK20000=€11.6=R$51
  • alugar uma scooter, MKK7000=€4=R$17.8, contando com MKK1000=€0.6=R$2.55 por litro de combustível.

Reserva um dia para este roteiro circular. Sai de Hpa An em direcção a (vê abaixo o mapa que nos deram no hostel):

  1. Monte Zwegabin, para quem gosta de trekking. No alto de uma subida de 3300 degraus, permite uma vista a perder-se no horizonte. Procura organizar-te para que seja no início ou final do dia, evitando as horas de calor. Há uma entrada pelo Lumbini Garden (vê abaixo), mas é possível iniciar o trekking pela zona oposta, sem qualquer custo. Subir e descer leva cerca de 4h. Leva água, snacks, luz de cabeça e chapéu.
  2. Kaw Ka Taung Cave, templo numa gruta, grátis.
  3. Sadan Cave, reconhecido templo numa gruta enorme e que no final se abre para uma Natureza exuberante, podes regressar à entrada de barco, entrada MKK1000=€0.6=R$2.55 e barco MKK1500=€0.9=R$3.8 cada pax.
  4. Lumbini Garden, um jardim de estátuas de Budas, entrada MKK4000=€2.3=R$10.2 e que dá acesso ao trilho para subir o Monte Zwegabin.
  5. Kyauk Ka Latt Pagoda, a excêntrica visão de um templo que teima em equilibrar-se no topo de um rochedo é o spot ideal para finalizar o dia.
Mapa dos arredores de Hpa An.
A Sadan Cave abre-se para uma Natureza exuberante, no final.
Kyauk Ka Latt Pagoda destaque-se pela sua excentricidade.

DIA 2
Fica por Hpa An:

  1. Cruza o rio para ires até Hpa Pu, uma vila adormecida à beira do rio Thanlyin. Para tal, procura no maps.me “Jetty to Hpa-pu”, cada viagem custa MKK500=€0.3=R$1.3 por pax e demora c. de 15min. Em Hpa Pu, sobe até ao pico, a ascensão é feita em degraus e escadas de bambu… não parece muito seguro, mas é divertido. A visão de 360º compensa os 45min de subida. Dica: o pôr do sol aqui é mágico!
  2. Durante o dia passeia por Hpa An e relaxa junto com os locais aproveitando o culto do chá, tal como eles.
  3. Para o pôr-do-sol, vai à Shweyinhmyaw Pagoda (escrevemos como aparece no maps.me) e desfruta de mais um momento mágico à beira do rio.
  4. Paragem obrigatória para jantar é o night market. Prova o tofu frito recheado, as frutas, os gafanhotos fritos ou senta-te junto aos locais e vai saboreando pequenas doses de peixe, carne e vegetais como num buffet. Os preços de uma refeição rondam MKK1500=€0.9=R$3.8 a MKK2000=€1.2=R$5.1.
Atravessando o rio para ir a Hpa Pu.

ONDE DORMIR
Soe Brothers Guesthouse, quarto privado para dois com AC e WC partilhado, USD10.

AVANÇAR CAMINHO
Autocarro/ônibus diurno, 7h, MKK 5500=€3.2=R$14. Horários diurnos e nocturnos disponíveis.

Vai aos balcões de venda entre a Thit Sar Street e a Bogyoke Road para os melhores preços.

Vais provavelmente chegar à Aung Mingalar Highway Bus Station em Yangon, que fica bastante afastada da cidade. Se saíres da estação para a auto-estrada poderás apanhar o autocarro/ônibus público 36 amarelo até à Sule Pagoda, MKK200=€0.1=R$0.5, demora 1h sem trânsito. Os táxis pedem no mínimo MKK4000=€2.3=R$10.2 por pessoa, se forem quatro passageiros.

VISITAR YANGON 1.5 a 2 dias
Yangon, antiga capital da Birmânia, é frequentemente desvalorizada. É verdade que nós gostamos de cidades caóticas, onde o desafio é aprender a sobreviver. Yangon enquadra-se neste género. E, como a maioria das cidades caóticas, reserva uma infinidade de vida. Foi isso que nos encantou e que nos leva a sugerir que reserves 2 dias para explorar a antiga capital de Myanmar.

DIA 1
Instala-te na Chinatown (próximo à Sule Pagoda, entre as ruas 18th e 24th):

  1. De manhã explora os mercados que competem por espaço com o trânsito. Senta-te com os locais, desfruta a comida de rua e a cultura do chá.
  2. Depois do almoço, apanha um autocarro/ônibus junto à Sule Pagoda para ir até ao Bogyoke Park, 200MKK=€0.12=R$0.50 e relaxa do frenesim da cidade.
  3. Duas horas antes do pôr-do-sol, caminha 15min até à Schwedagon Pagoda – entrada 10000MKK=€5.85=R$25.6. Termina o dia neste que é o principal templo de peregrinação para os budistas do país.
Mercado em Chinatown, Yangon.
Street market in Chinatown, Yangon.
Voluntários ajudam na limpeza da Schwedagon Pagoda.
Monge medita na Schwedagon Pagoda.

DIA 2
Dia seguinte aproveita para sair do centro da cidade:

  1. Começa o dia como voluntário/a numa aula de conversação de inglês para locais, próximo à Sule Pagoda. Não requer qualquer preparação. Fomos às 7h da manhã e acabámos por ficar para duas aulas, com cidadãos e monges. Foi uma experiência local e uma forma de retribuir a forma como fomos recebidos por este povo. Uma das perguntas que nos fizeram foi “A que sabe a comida do McDonald’s?”. Contacta o responsável através do número abaixo.                                                     
  2. Apanha o comboio circular e convive de perto com os locais que habitam os bairros suburbanos da cidade. Bilhete ida/volta 200MKK=€0.12=R$0.50.
  3. À tarde vai até Pansodan Pier e cruza no ferry até Dalla, 10min – USD4 ida/volta. Esta vila piscatória é boa para um passeio.
Mapa dos comboios em Yangon.

ONDE DORMIR
21 Hostel em Chinatown, cápsula para 2 pax, WC partilhado, café da manhã incluído, MKK19000=€11=48.4.

Isso mesmo, este é um hostel cápsula, o que em si é uma experiência. A localização é óptima.

ONDE COMER
Faz um jantar diferente! Come o sushi mais fresco e barato da tua vida no Oishii Sushi. Pagámos 9$ para dois, sem bebida.

AVANÇAR CAMINHO
Autocarro/ônibus nocturno para Inle Lake, aprox. 9h, MKK18000=€10.4=R$45.9.

Verifica com antecedência porque há opções mais baratas (estavam esgotadas).

VISITAR INLE LAKE 2 dias
Aqui as pessoas andam devagar, acompanham a calmaria do lago. Myanmar tenta tomar as redias da globalização e caminhar para o nosso presente, almeja desenvolvimento e tecnologia. Inle lake parece não fazer a menor questão disto. Moderno aqui só os smartphones, de resto é tudo à sua própria maneira. Eles criaram as suas próprias técnicas de cultivo, pesca e artísticas, é até pecado dizer que estão ultrapassadas porque são únicas. Com isto queremos dizer-te que esta é paragem obrigatória.

DICA! Se te interessa fazer trekking, vê as ofertas de caminhada entre Kalaw e Inle Lake, bastante popular entre os turistas. Recomenda-se guia.

TAXA
O governo cobra MKK15000=€8.7=R$38.2 aos turistas para entrarem na região do Inle Lake, incluindo Nyaung Shwe. Alguns autocarros/ônibus páram nos checkpoints para fazer a cobrança desta taxa, mesmo que de madrugada. Ouvimos também que nalguns hóteis é feita a cobrança. Da primeira vez que fomos não nos fizeram qualquer cobrança e no hostel disseram-nos que não era necessário. Da segunda vez, fomos num autocarro/ônibus da JJ e às 4 da manhã pararam no checkpoint! Não tínhamos dinheiro e três horas mais tarde o cobrador apareceu no nosso hostel a exigir que pagássemos.

DIA 1
Aluga uma bicicleta, MKK1000=€0.6=R$2.6 por meio dia, para percorrer Nyaung Shwe:

  1. Passa pelo mercado local durante a manhã.
  2. Segue para Maing Thauk, a 50min de distância. Nesta vila lacustre há uma mini U Bein Bridge.
  3. Cruza o rio até Kaung Daing, aprox. 10000MKK=€5.85=R$25.6 por barco. Os barqueiros aguardam junto ao cais, negoceia. E, sim, a bicicleta também pode ir.
  4. Em Kaung Daing visita a produção de comida local, como o tofu.

DICA! No lago e nas vilas ao seu redor há um calendário de 5 dias de feiras, ou seja, a cada dia da semana há uma feira numa localização diferente. Informa-te localmente.

Travessia do lago de Maing Thauk para Kaung Daing.

DIA 2
Faz uma tour de barco pelas vilas no lago – simplesmente mágico. Podes ir num barco compartilhado, MKK7000=€4=R$17.8 cada pax ou num barco privado, que custa MKK20000=€11.6=R$51 pelo barco. Leva alguma comida, água, protector solar, repelente e chapéu. Geralmente, começa-se às 8.30h e o regresso é pelas 17h.

DICA! Contratámos a tour com uma senhora local que conhecemos na rua. Acreditámos que desta maneira estaríamos mais próximos dos locais e estaríamos a ajudar directamente uma família. Arrependemo-nos. O barqueiro levou-nos exactamente aos meus locais onde foi o barco partilhado! Como ele ganhava comissão caso comprássemos prata, roupa ou comida, a atitude mudou quando percebeu que não estávamos ali para fazer compras. Recomendamos que procures numa agência se pretendes uma experiência mais local ou, então, o barco partilhado cumpre o objectivo. Além disso, se quiseres ir às In Dein Stupas, é melhor ir por uma agência com uma tour que inclua esta opção.

Pescador no Inle Lake.
Imagina uma vida num lago, onde se sai de casa e se entra directamente para um barco. Onde todos os serviços, comércio e agricultura estão adaptados ao meio aquático. Isso é o Inle Lake. Aqui vê-se a estação de Correios.

ONDE DORMIR
Diamond Star Guesthouse, quarto privado, WC partilhado com duche quente, café da manhã incluído, USD6.5 para 2 pax.

A família que gere é extremamente acolhedora e honesta, ajudaram-nos quando menos esperávamos. Durante todo o dia mantêm fruta, café e chá disponível. O colchão é fino, mas compensam na hospitalidade extrema.

DICA! Podes escolher alojar-te num resort à beira do lago, a começar por USD50 a noite ou ficar na vila mais próxima que é Nyaung Shwe, com opções para todos os bolsos.

AVANÇAR CAMINHO
Mini van nocturna para Bagan, 5h, MKK13000=€7.5=R$33.

Experiência totalmente local, mas que não recomendamos – lotação excedida e sem lugar para as pernas! Procura nas agências para conseguires o melhor preço. Há vários horários de autocarro/ônibus diurnos e nocturnos.

VISITAR BAGAN 2 dias
Bagan é um lugar árido na mesma proporção em que é surpreendente e perdido no tempo. Sugerimos-te 2 dias para que possas relaxadamente tirar o maior proveito ao perderes-te entre os milhares de templos que se estendem pelos seus 42km2.

Aluga uma scooter eléctrica por MKK5000=€2.9=R$12.7 das 8h às 19h ou MKK6000=€3.5=R$15.3 do nascer ao pôr do sol. As distâncias são longas e é muito quente. A e-bike é mais fácil de conduzir do que uma scooter e o trânsito é tranquilo. No entanto, é preciso cuidado nos trilhos arenosos.

TAXA
O governo cobra MKK25000=€14.6=R$63.7 aos turistas para entrarem em Bagan. Novamente no hostel disseram que não tínhamos de pagar nada. Mantivemo-nos afastados dos templos inundados de turistas, porque estávamos numa onda Indiana Jones. Nunca nos abordaram para os mostrar!

PLANEAR O QUE VER
Aqui a ideia é explorar tipo Indiana Jones, como referimos! Deixamos-te quatro dicas para facilitarem a visita:

  • Pede localmente um mapa para te orientares.
  • Verifica previamente a área que vais visitar em cada dia. As pagodas agrupam-se, é mais fácil organizares a visita neste sentido, procurando percorrer menos quilómetros nas horas de calor.
  • Procura ver pagodas grandes – mais espetaculares à vista, bem como pequenas – com menos turistas e estátuas de Budas no interior.
  • Vê o nascer e pôr do sol de um ponto alto, isto é obrigatório. Actualmente é proibido subir à maioria dos templos, então construíram “miradouros”, onde verificam os bilhetes. Há um próximo a Sulamani Temple e outro próximo ao rio. A alternativa é perguntar aos locais onde dá ainda para subir, eles têm as melhores dicas – podem pedir que lhes compres alguma coisa em troca. Além disso, pesquisa no maps.me por “sunset” e “sunrise”, os viajantes costumam actualizar onde se pode subir. Abaixo deixamos-te a nossa localização numa das madrugadas para o nascer-do-sol.

    A nossa localização numa das manhãs para o nascer-do-sol (maps.me).

DICA! Quando estivemos em Bagan, os balões levantavam-se nas proximidades da Shwezigon Pagoda, relativamente próxima ao campo de golf. Pergunta aos locais, para que procures um um ponto alto com uma visão mais próxima.

Deixamos-te a lista de alguns dos templos mais populares e majestosos:

  • Ananda pagoda
  • Dhammayangyi Pagoda
  • Thatbyinnyu Pagoda
  • Shwesandaw Pagoda
  • Sulamani Pagoda
  • Thitsawadi Pagoda
  • Shwezigon Pagoda
  • Htilominlo Pagoda
  • Bu Paya Pagoda

AVANÇAR CAMINHO
Autocarro/ônibus para Mandalay, 7h, MKK9000=€5.2=R$22.9.

Possibilidade de barco e comboio também.

Os amanheceres nos templos de Bagan são mágicos.

VISITAR MANDALAY 1.5 a 2 dias
A segunda maior cidade de Myanmar é caótica, mas reserva várias surpresas, particularmente nas suas redondezas.

DIA 1
Alugar uma bicicleta, MKK2000=€1.2=R$5.1, para andar pela cidade é, na nossa opinião, uma forma de tornar mais agradável a visita, que pode ser feita em apenas uma tarde.

Um bilhete de US$10 é necessário para a zona arqueológica, incluindo:

  • Atumashi Kyaung
  • Cultural Museum Mandalay
  • Kuthodaw Paya, é onde está depositado o maior livro do mundo
  • Mahamuni Paya
  • Mandalay Palace
  • Paleik Paya
  • Shwenandaw Kyaung, mosteiro de madeira de teca negra

Nós não o adquirimos, pelo que te deixamos o roteiro low budget que fizemos. De caminho passámos por alguns dos locais da lista acima e por ruelas periféricas, com um ritmo de vida que parecia distanciar-se da cidade. Assinalamos com * o que requer bilhete para entrar.

  1. *Mandalay Palace, passear em torno da área com o fosso de água é bastante agradável e fica próximo à área dos templos.
  2. Sanda Muni pagoda, esta pagoda dourada reluzente rodeada por uma área de pequenas stupas brancas é um espaço religioso muito bonito. Merece a paragem.
  3. Mandalay Hill, o spot perfeito para o pôr-do-sol. Podem requerer que pagues no topo, MKK1000=€0.6=R$2.5, o que parece ser parte de “mercado paralelo”. Podes negociar ou ficar um nível a baixo.
Um passeio na Sanda Muni pagoda.

DIA 2
Organiza-te para sair de manhã e visitar as redondezas. Podes:

  1. Contratar um Tuk Tuk, MKK=€14=R$63.4
  2. Alugar uma mota, MKK15000=€8.7=R$38

DICA! Como alternativa, podes atravessar de barco de Mandalay para Mingun, 1h30, MKK5000=€2.9=R$12.7 cada viagem. Durante a época das chuvas, caso o barco não encha, poderá ser mais caro, MKK30000=€17.4=R$76 pelo barco. Os barcos saem às 9h, no entanto deves chegar meia hora mais cedo. O regresso é às 12.30h.

Sugerimos-te o seguinte roteiro:

  1. Mingu – de mota levou-nos c. de 1h30. Aqui requerem que pagues o bilhete para a área MKK5000=€2.9=R$12.7. Visita:
    1. Hsinbyume Paya, um templo famoso no Instagram pelo “mar” branco de paredes onduladas.
    2. Mingun Pahtodawgyi, um maravilhoso templo cúbico, que nunca chegou a ser concluído – tem apenas 1/3 da altura projectada inicialmente, com marcas de terramoto.
    3. Leões de pedra, que guardam a Mingu pagoda.
  2. Aproveita para almoçar ainda em Mingu, já que há várias opções de comida de rua.
  3. U Bein Bridge, em Amarapura, é o local para o sunset. Perdemo-nos de mota e tivemos de ir perguntando aos locais. Recomendamos que chegues, pelo menos, 1h30 antes do pôr do sol para que possas passear pela ponte e observar os campos ao redor. O momento em que o sol se esconde no horizonte é mágico aqui. Consoante o nível de água, podes passear literalmente “por baixo da ponte”, para te afastares da multidão. Como alternativa e para a melhor visão, podes alugar um barco, se houver água suficiente.

Miúdos na U Bein Bridge.
O templo Mingun Pahtodawgyi com marcas do terramoto.
Hsinbyume Paya e o seu “mar” branco.

ONDE DORMIR

Taim Phyu Hotel (Silver Cloud), quarto privado com WC, duche quente, café da manhã incluído (buffet, bom!), USD10 para 2 pax.

ONDE COMER
Restaurante Linn, não falam inglês e o menu também não está traduzido, o que torna a experiência mais interessante. Pedimos que escolhessem por nós e foi óptimo! Experimentámos Shan noodle, MKK1000 e salada com carne de vaca, MKK2000. Ensinaram-nos que o Shan noodle tem de ser misturado antes de comer, aliás misturaram por nós e riram-se imenso à custa disso!

AVANÇAR CAMINHO
Comboio/trem nocturno para Hsipaw, 11h, MKK4000=€2.3=R$10.2.

ATENÇÃO! Esta é uma viagem incrível, não só pelo contacto com os locais, mas também pela passagem pelo viaduto Gotheik. Para nós é obrigatório incluir no roteiro.

Alternativa de autocarros/ônibus.

Comboio de Mandalay para Hsipaw, uma experiência única.
Passageiro espreita o Gotheik Viaduct aquando da nossa passagem a caminho de Hsipaw.

VISITAR HSIPAW 2 dias
Hsipaw fica no norte do estado de Shan, poeirenta e com uma vida local relaxada que passa pelos comes e bebes na rua, esta pequena cidade fez-nos sentir em casa. No hotel onde ficámos deram-nos o mapa abaixo que nos ajudou a orientar.

Mapa de Hsipaw que nos deram no Red Dragon Hotel.

DICA! Se te interessa trekking, verifica as ofertas para caminhada em Hsipaw, conhecida pelos percursos mais autênticos que passam por vilas de algumas tribos. Recomenda-se guia. Nós não fizemos devido ao calor e às queimas das sementeiras que enchiam o ar de fumo.

DIA 1
Aluga uma mota por meio dia, MKK6000=€3.5=R$15.2 e segue em direcção a Little Bagan.

  1. Visita as pagodas e mosteiros.
  2. Almoça no Mrs Popcorn’s Garden, este restaurante pertence actualmente à família da fundadora que já faleceu. Apesar de ter preços acima dos locais e uma carta com oferta ocidental, oferece ainda opções de comida Shan e um maravilhoso jardim. A família é muito acolhedora. Partilhámos um saboroso menu Shan por MKK4500=€2.6=R$11.4.

Durante a tarde, simplesmente aproveita a cidade. Passeia e conversa com os locais ou gesticula, já que muitos não falam inglês.

  1. Passa pelo Mrs Book Bookshop e desfruta da sabedoria desta amável figura.
  2. Corta o cabelo e relaxa enquanto te lavam a cabeça deitado/a! Fomos a uma cabeleireira depois do Dragon Ice Cream, que nem vem no mapa.
  3. Senta-te com os locais, experimenta as iguarias e a aguardente/cachaça caseira. E claro, muitos juntam-se para o culto do chá que nunca é demais.
  4. Próximo ao Mrs Bike procura um street food de uma senhora que faz Shan noodles, não só dos melhores que comemos, mas definitivamente os mais baratos, MKK700=€0.4=R$1.8.
Monge em Little Bagan.
A árvore que nasce de uma pagoda em Little Bagan.

DIA 2
Se te sentes aventureiro/a, aluga a mota para o dia inteiro. Caso contrário contrata um Tuk Tuk. Leva água, snacks, protector solar e chapéu.

  1. Começa por comer Shan noodles numa vila. Depois do Mr Charles Riverview Lodge, surge um pequeno restaurante aberto – procura no maps.me “Shan noodles”.
  2. Cascata Nant-Ton (Nam Tuk no maps.me). O caminho é péssimo e de muito difícil condução. Por isso, prepara-te para caminhar
  3. Pelo caminho vais passar por vilas Shan, aproveita para observar os banhos em espaço público e as técnicas tradicionais agrícolas. Geralmente ninguém fala inglês, mas são simpáticos.
  4. Cemitérios chinês, budista e muçulmano, aglutinam-se numa mesma área com arquitecturas e cultos distintos.
  5. Sunset hill, esta pagoda no topo da colina é o lugar ideal para concluir a jornada para o pôr do sol.
A caminho da cascata com a “magrela”.
A cascata Nant-Ton no final da época seca.

ONDE DORMIR
Red Dragon Hotel, quarto privado, WC partilhado, duche quente, café da manhã incluído, USD11.

Do terraço também podes apreciar um excelente pôr-do-sol!

 

Concluímos, assim, o nosso roteiro. Aproveitamos para te deixar ainda as seguintes sugestões que nos fizeram outros viajantes, para que possas verificar se te interessam.

  • Dawei, zona de praias desertas
  • Mawlamyine, onde podes apanhar um barco e ir até Hpa-Na
  • Kyaiktiyo, para visitar a Golden Rock
  • Ngapali, praias populares

Tens sugestões para completar ou melhorar este roteiro? Deixa nos comentários. Pretendemos manter o artigo actualizado. Este é o nosso P4Kto.

 

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